Faturamento do varejo paulista tem alta de 7,3% em abril

Foi a maior cifra registrada para o mês desde 2008

Segmento de autopeças e acessórios foi um dos que impulsionaram a alta do varejo em abril

Segmento de autopeças e acessórios foi um dos que impulsionaram a alta do varejo em abril

As vendas do comércio varejista no Estado de São Paulo atingiram R$ 52,9 bilhões em abril, alta real de 7,3% em relação ao mesmo período do ano passado. É a maior cifra registrada para um mês de abril desde 2008 e R$ 3,5 bilhões acima do apurado em abril de 2017. Com esse resultado, o faturamento real do setor acumulou altas de 6,8% no ano e de 5,5% nos últimos 12 meses.

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), com base em informações da Sefaz-SP (Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo).

Como vem ocorrendo desde julho de 2017, as vendas do varejo cresceram em todas as 16 regiões do Estado, evidenciando o bom momento do comércio neste início de ano. Em abril, os destaques ficaram por conta das regiões de Campinas e Guarulhos, cujo faturamento real avançou 12,9% e 12,5%, respectivamente.

Entre as nove atividades pesquisadas, apenas os supermercados apresentaram queda nas vendas em relação a abril de 2017 (-4,2%), resultando em uma pressão negativa de 1,6 ponto porcentual (p.p.) no resultado geral. Por outro lado, os setores de outras atividades (15,7%) e concessionárias de veículos (20,8%) foram determinantes para o desempenho geral, contribuindo com 5,3 pontos porcentuais.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, o bom momento do varejo até abril é explicado pela continuidade da tendência positiva do tripé de variáveis determinantes do consumo – inflação, emprego e crédito –, que contribuiu para manter em patamares razoáveis os níveis de confiança das famílias e das empresas. Entretanto, essa melhoria merece ser observada com maior atenção a partir de maio, quando os impactos da paralisação dos caminhoneiros refletiram de maneira sensível na percepção dos consumidores, em função das altas já detectadas nos preços de vários itens essenciais.

Expectativa

Apesar dos bons resultados mostrados até o quarto mês do ano, as frequentes turbulências políticas em ano eleitoral, cercadas por muitas incertezas e gerando volatilidade diária nos mercados, podem já, a partir de maio, mostrar impactos sobre o cenário econômico conjuntural, estima a Entidade. Por isso, a avaliação dos resultados de vendas de maio será para se começar a definir, com mais precisão, as tendências para o varejo até o fim do ano.

Capital paulista

As vendas do varejo em abril na capital paulista apresentaram um crescimento de 5,3% em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo R$ 16,5 bilhões. Assim como no Estado, foi o maior faturamento já registrado para um mês de abril desde o início da série histórica, em 2008.

Assim, a taxa acumulada no ano foi de 5,7%, que, em termos de valores atuais, representa um incremento de R$ 3,6 bilhões em comparação ao apurado entre janeiro e abril do ano passado.

Entre as nove atividades analisadas, oito apresentaram crescimento das vendas no comparativo com abril de 2017, com destaque para outras atividades (6,8%) e concessionárias de veículos (7,5%), que, juntas, contribuíram com 5,1 pontos porcentuais para o resultado geral. O segmento de supermercados foi o único a registrar variação negativa na mesma base de comparação (-6,7%), resultando numa pressão negativa de 2,5 pontos porcentuais.

Nota metodológica

A PCCV utiliza dados da receita mensal informados pelas empresas varejistas ao governo paulista por meio de um convênio de cooperação técnica firmado entre a Sefaz-SP e a FecomercioSP.

As informações, segmentadas em 16 Delegacias Regionais Tributárias da Secretaria, englobam todos os municípios paulistas e nove setores (autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamentos; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecidos e calçados; materiais de construção; supermercados; e outras atividades).

Os dados brutos são tratados tecnicamente de forma a se apurar o valor real das vendas em cada atividade e o seu volume total em cada região. Após a consolidação dessas informações, são obtidos os resultados de desempenho de todo o Estado.

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