Saque das contas inativas do FGTS injeta R$ 44 bilhões na economia

Valor representa 88% do total disponível

Occhi, durante apresentação do balanço dos pagamentos das contas inativas do FGTS (foto: José Cruz/Agência Brasil)

Occhi, durante apresentação do balanço dos pagamentos das contas inativas do FGTS (foto: José Cruz/Agência Brasil)

A Caixa Econômica Federal informou que foram pagos mais de R$ 44 bilhões relativos às contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Isso representa 88% do valor atualizado disponível, de R$ 49,8 bilhões. Segundo o banco, a medida beneficiou mais de 25,9 milhões de trabalhadores.

Os saques foram feitos entre 10 de março e 31 de julho, apenas de contas que foram desativadas até 31 de dezembro de 2015. Mais de 31 milhões de atendimentos presenciais foram feitos nas agências.

Segundo o presidente da Caixa Econômica Federal , Gilberto Occhi, não existe a possibilidade de prorrogação geral do saque. “Da parte da caixa não haverá esse pedido. Nós acreditamos que o governo já faz um grande gesto e todos esses recursos vieram para a economia de uma forma ou de outra”, disse. Ele contou ainda que 36% do valor foi usado pelos trabalhadores para pagamentos de dívidas; o restante foi para o consumo ou para poupança.

No entanto, quem comprovar que estava impossibilitado de sacar no período estabelecido, como no caso de presos e de doenças graves, poderá retirar o recurso até o dia 31 de dezembro de 2018.

Exceto nesses casos, quem perdeu o prazo, só poderá usar os recursos nas situações previstas anteriormente, como a compra da casa própria, aposentadoria, em caso de demissão sem justa causa, quando a conta permanecer sem depósitos por três anos ou no caso de algumas doenças.

Mais de 6,7 milhões de trabalhadores deixaram de sacar R$ 5,8 milhões. Segundo a Caixa, 80% dos trabalhadores que não fizeram o saque tinham valores menores que um salário mínimo.

(fonte: Agência Brasil)

 

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